segunda-feira, 19 de julho de 2010

Renascimento


#Central do Brasil - Heineken Concerts

Essa semana parei pra refletir sobre como se passaram meus dias.
Fixei num tempo que parei na roda da minha história, onde caí ao chão e passei a olhar uma montanha distante e inacessível.
Fui tomado pelo medo, me isolei aos poucos das coisas que mais me faziam bem. Os impulsos e os meus desejos se transformaram rapidamente, mas não deixei de sonhar e olhar em frente.
Apesar do ímpeto juvenil ter me dado tons de rebeldia, atribuo também a educação brasileira a minha estagnação no tempo.
Sempre me perguntei porque ía ao colégio me penalizar durante quatro horríveis horas, me perguntando a todo instante quando soaria o sino, armando traquinagens nos intervalos das aulas e em momento algum aprendendo, raciocinando e trabalhando minha lógica.
Acho o ensino nacional totalmente quadrado, ineficaz e que não nos prepara pro futuro.
Sempre ouvia dizer que nos tempos dos meus pais, o colégio era um primor, que aprendiam latim e versavam Camões, nossos pais eram craques em aritmética e depois tudo se desandou. A desculpa dada pelos governantes, que a educação só se transformou de forma tão vertical pra pior por conta da universalização do ensino por muitas vezes bastou, mas precisamos pensar além. Precisamos de uma educação universal e digna de um país potência.
As matérias nas salas de aula passaram a ser chamadas de disciplinas no tempo do regime militar, nos mostrando como a ordem e rigidez das forças menos progressistas brasileiras podem atrasar o ensino, fora tirado então as pastas de filosofia e sociologia das cadeiras nos extraindo a capacidade de pensar.
Me decepcionei com o tempo com esse modelo, já não ansiava em tirar notas altíssimas e ser tratado como apenas um número no banco de dados do Ministério da Educação. O atual modelo brasileiro apenas nos conduz a duas vertentes, onde a primeira nos fala da educação pública que aparelha mão de obra barata para as grandes corporações, e uma segunda, que nos mostra uma não menos triste realidade que é a educação do ensino privado que é fundamentado no 'decoreba' pra se passar no vestibular.
Claro, não foi somente por conta disso que parei no tempo, e perdi anos preciosos na minha grade educacional mas foi fundamental, e grave. Ainda mais pra um jovem que queria mudar o mundo com ideais marxistas.
A montanha ainda estava a minha frente, e eu caído e sem forças. Mas imperava o entusiasmo, a sensação evidente de que algo me aguardava.
Levantei.
Pela determinação decidi seguir em frente.
Olhar a montanha na minha frente e entender que atingir o cume seria uma meta estava claro agora.
E assim como a primavera, eu me deixei cortar para vir mais forte!
Estou apenas aos pés de uma cordilheira. Minha meta é subir sempre, mas tenho que ter a precaução de que nada me detenha, mesmo com a gravidade me empurrando pra baixo.

2 comentários:

Jân Bispo disse...

Sua reflexão pessoal é uma alento pois vejo que não sou de tal tão diferente dos outros, alguns de seus pensamentos são compartlhados por mim rs. sim... suba e não se preocupe se a gravidade tentar lhe colocar para baixo e se caires lenvate e começe tudo de novo, é assim que sugem os vencedores aliás já o somos! rs abraços!

Jaci Magalhães disse...

Sempre me questiono à respeito desse modelo educacional.As mesmas técnicas utilizadas para "educar" os jesuítas, utilizam conosco. Ou seja, há mais de 400 anos repetimos esse modelo excludente e, por muitas vezes, desmotivador. Ir em frente sem se importar com eles é para quem, de fato, não se importa. E você se importa, eu sei. Nos importamos.